Solto, com a corda arrastando…
Clotilde Tavares | 10 de maio de 2009Estava no supermercado na fila dos idosos, esperando passar minhas comprinhas no caixa. Sentadas ao meu lado, naquele banquinho que fica do lado do caixa, duas “meninas” bem mais entradas nos anos do que eu. Começamos então a conversar, e o tema era morar sozinha ou com os filhos. Ficamos felizes em constatar que todas as três moravam sozinhas e que nos dávamos muito bem assim.
A liberdade, o sossego, a ausência de estresse com problemas de filhos e outros parentes, a possibilidade de passar o dia limpando ou de deixar a pia suja durante dois dias se der na telha, cozinhar ou ir comer fora, à nossa escolha, tudo isso justifica e faz feliz a vida das mulheres de terceira-idade que optam pela vida independente.
Rimos muito e, na saída eu me despedi delas.
– Boa sorte para vocês, meninas, vivendo sozinhas!
E a mais velha respondeu:
– Solta, e com a corda arrastando!
E é esta expressão que abre o post de hoje e que dá conta deste blog, “solto, e com a corda arrastando”, diretamente do maior shopping da cidade, onde vim blogar hoje. A frase significa exatamente a sensação de liberdade que tem o bicho que vive preso, quando se solta, e sai por aí, livre e satisfeito, muito embora leve “a corda arrastando”.
Os circunstantes estão aqui comigo, nesta mesa da esquina do cafezinho do primeiro andar, e são: o poeta Marcos di Aurelio, sua esposa Roseli Ferreira, o escritor pajeuzeiro Carlos Araújo – que é o autor do espetacular romance Cachoeira do Timóteo. Esses três, mais esta que vos fala, estamos fixos neste encontro de todo domingo de tarde, nesta mesma bat-hora e neste mesmo bat-lugar.
Os adventícios, que chegam e saem sem dia certo, são o advogado João Batista, sua divertidíssima esposa Alba Carvalho, o médico Manoel Jaime, que está em viagem de turismo cultural na Itália e por isso não veio hoje.

Marco di Aurelio, Roseli Ferreira, Francisco de Assis,Alba Carvalho, João Batista, Carlos Araújo e esta blogueira sua amiga, Clotilde Tavares, a bordo do essencial notebook.
POLÍTICOS E CULTURA
Discute-se agora nesta mesa que, nesta província da Parahyba, só se respira política. Não há espaço nas conversas, nos papos, para outro assunto. Um dos circunstantes defende que se deixarmos a vida política de lado, se deixarmos de falar neles, os políticos se sentiriam talvez esquecidos e fariam um pouco mais pela cultura. Eu duvido. Não confio no interesse dos políticos pelas Artes e pala Cultura, a não ser quando há alguma possibilidade bem concreta de ganharem votos, ou aparecerem na mídia. Aliás, eu não acho que político tem que “fazer nada por nós”. Penso sinceramente que quando a sociedade se organizar a contento saberá e deverá cobrar e exigir políticas sérias dirigidas a esse setor. Enquanto isso é o que se vê: pires na mão e troca de favores. Eu estou fora.
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PRECE INFANTIL
Prece infantil entreouvida pela mãe:
“Ó Senhor, neste ano, por favor, envie roupas para todas aquelas moças pobres no computador do papai…”
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Em um supermercado, duas mulheres se esbarram com seus carrinhos:
– Desculpe, mas eu estava distraída. Estou procurando o meu marido, não sei onde ele está.
– Que coincidência! Também estou procurando o meu.
– Mesmo? E como ele é?
– Bom, ele é moreno-claro, 1,88, olhos verdes, bronzeado, coxas grossas, ombros largos e está usando um jeans surrado e camiseta. E o seu?
– O meu que se foda! Vamos procurar o seu!
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VOLVERINE
Ainda não vi. Mas dessa semana não passa.
Clotilde, você é o máximo!!!
dr. manoel jaime é medico de mainha..ahuhaua
ps: sempre to por aqui,quando vc manda e-mails avisando que vc att o blog 🙂
beijos
Sensacional a piada dos maridos… kkkkkkkkkk